O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDISERPUM) parte para o confronto com a Prefeitura Municipal. De forma radical, a entidade abandona a mesa das negociações e encaminha greve geral a partir desta quinta-feira (12).
A decisão pela greve acontece antes da Prefeitura apresentar a contraproposta à pauta de 21 itens apresentada pela entidade.
O secretário-chefe do Gabinete da Prefeita, Gustavo Rosado, enviou ofício ao Sindiserpum assegurando a posição do governo em relação ao aumento salarial reivindicado pela categoria.
Segundo o ofício, a contraproposta será feita por uma comissão formada pelos secretários da Administração e Gestão de Pessoas, Manoel Bizerra; de Orçamento e Finanças, Canindé Maia; e Procurador-Geral do Município, Anselmo Carvalho.
O ofício da Prefeitura destaca ainda que não constava na pauta original de reivindicações o item que trata da "eleição direta para gestores" das escolas municipais, ressaltando que a inclusão de novos itens agora dificultaria a finalização da proposta.
Dos 21 itens da pauta de reivindicações encaminhada pelo Sindiserpum, consta o reajuste de 15% para os professores retroativo a janeiro, equivalente ao Piso Profissão do Magistério, aprovado pelo Congresso Nacional.
Além disso, o sindicato pede a inclusão do piso no Plano de Cargos, Carreira e Salários do Magistério. A prefeitura já assegurou ao Sindiserpum que vai garantir ganhos salariais aos servidores, mesmo assim a entidade parte a greve.
Nota do blog - A postura do Sindicato dos Servidores Municipais de deliberar pela paralisação da categoria antes de concluir as negociações de suas reivindicações com a Prefeitura Municipal, deixa a entender que a entidade sindical não está interessada em diálogo, e sim produzir deliberadamente um fato político sob a velha alegativa de "defesa dos interesses da classe". O direito de greve é constitucional, faz parte do processo democrático, mas falta bom senso ao sindicato neste momento. A inclusão de novos itens na pauta de reivindicações, com as negociações em andamento, sinaliza que o Sindiserpum, de forma premeditada, "mela" qualquer tentativa de acordo. A ordem é radicalizar e fazer greve pela greve.