A governadora Wilma de Faria precisa se benzer, usar figa e trevo de quatro folhas para afastar mau-olhado quando se trata de construir um discurso político favorável em torno da sucessão estadual. Em Mossoró ela está na fase do que "nada é tão ruim que não possa ficar pior".
Neste sábado (6), Wilma cumpriu agenda na cidade para tentar melhorar o astral do seu grupo político, mas veio em um dia que ficará marcado de forma negativa para a história do Município.
Enquanto a governadora participava de um evento em homenagem às mulheres e visitava uma confraria de blogueiros, Mossoró recebia um "presente de grego" que tem a mão direta de sua administração na parceria com o governo do presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva.
Hoje, Mossoró começou a receber bandidos de alta periculosidade transferidos do Rio de Janeiro para o presídio federal de segurança máxima, construído pelo governo de Wilma com recursos enviados por Lula.
O presídio é, efetivamente, o maior investimento do Governo do Estado e da União em Mossoró, ultrapassando os R$ 30 milhões.
Um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou no aeroporto Dix-sept Rosado por volta das 14h, vindo do Rio de Janeiro com onze presos transferidos de Bangu I, traficantes e integrantes de facções criminosas.
O presídio é a única obra federal concluída e "servindo" à população mossoroense. O programa de saneamento básico anda capenga, a adutora Oeste ainda não chegou à cidade e o Complexto Viário da Abolição teve as obras paralisadas. São obras que existe no papel, mas longe da realidade.
Há quem diga que Wilma de Faria ficará marcada como a governadora do "Caldeirão do Diabo" de Mossoró. Definitivamente um "prêmio" que nenhum político deseja, ainda mais em ano eleitoral.